Red Mess, a cor do rock

Red Mess por Lun.Art (Divulgação/Lun.Art)

Red Mess por Lun.Art (Divulgação/Lun.Art)

A guitarra explode em riffs distorcidos, como se revirasse instintos adormecidos.

Inspirada em graves sombrios (Black Sabbath é uma das referências), a banda londrinense Red Mess vem conquistando visibilidade nacional após o lançamento de dois EPs: Crimson e Drowning in red.

O nome ajuda a definir a proposta da banda. Red Mess, ou bagunça vermelha, é uma referência à irracionalidade que o stoner rock suscita.

Formada por Douglas Villa (bateria), Thiago Franzim (guitarra) e Lucas Klepa (baixo), a Red Mess contou com a produção de Gustavo Di Iorio, ajudando a concretizar faixas surgidas durante os ensaios, em “constante processo de composição”, como explica Thiago Franzim em entrevista via Facebook.

Afinal, desde que o powertrio surgiu, por volta de 2014, a intenção é trabalhar com música autoral.

“A ideia sempre foi fazer um som nosso. A internet nos propiciou uma visibilidade que não imaginávamos. Depois que lançamos nosso EP, recebemos muitas críticas boas. Alguns sites nacionais e internacionais escreveram sobre a banda e nosso som chegou a muitos lugares”,

ressalta Thiago.

Como é comum aos trios de rock, a pegada é forte para que não haja brechas por conta dos poucos instrumentos.

Mas a Red Mess não faz malabarismos.

Investe no instrumental firme e sem correria, permeado de psicodelismo, com inversões rítmicas, temperos progressivos e momentos de tensa calmaria, como uma onda prestes a quebrar em distorção.

Por ter uma cara assim tão própria, apesar das referências transparentes, a Red Mess está pronta para encarar o cenário nacional.

Já se encontra naquele estágio em que as faixas evoluíram nos ensaios, fazendo com que a execução fosse lubrificada pela dedicação.

É, portanto, hora de lançar o primeiro disco.

“Logo depois do lançamento do nosso primeiro EP, Crimson, nós já tínhamos mais material para ser gravado. Coincidentemente o produtor do EP, Gustavo Di Iorio, nos convidou para gravar uns sons com um novo equipamento analógico que ele comprara. Esse segundo EP, assim como o primeiro, foi um trabalho bem espontâneo, nós simplesmente gravamos o que tocamos nos ensaios, sem muita produção.”

Complementares, os dois EPs formam a base do primeiro disco, que deve sair agora, neste segundo semestre de 2016.

“Vermelho é a cor dos sentimentos mais instintivos, como a paixão e a violência. Eu até diria que, quando o ódio tira a razão, os pensamentos se tornam rubros, e é essa monocromia que nos tira o discernimento dos fatos. Nós deixamos que nossas músicas, de maneira humanista e caótica, expressem esse instinto irracional. Cegos pela venda vermelha. Por isso o nome Red Mess, bagunça vermelha”,

destaca Thiago, que também é o vocalista da banda.

Enquanto o primeiro disco não chega, o som da Red Mess pode ser ouvido no SoundCloud (soundcloud.com/red-mess-stoner), YouTube e Spotify.

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