Ná Ozzetti: grupo Rumo está gravando disco de inéditas

Ná Ozzetti (foto: Ranulfo Pedreiro)

Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik são parceiros desde 1985, quando o compositor mostrou suas músicas para que Ná cantasse no casamento dele.

 

As trocas e interações se estenderam ao longo dos anos, até que em 2015 o duo gravou o primeiro disco: Ná e Zé.

 

Nomes já consagrados da música brasileira, Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnik celebraram, no disco, três décadas de parceria.

 

 

Ela compreende profundamente a obra dele, conseguindo interpretá-la magistralmente, com uma emoção resguardada e profunda, ao mesmo tempo ponderada. Ná Ozzetti é uma cantora única. Como as canções de Zé Miguel Wisnik são únicas. O resultado é uma das obras mais impactantes da música brasileira atual.

 

Prestes a embarcar para o circulasons 2018, em Londrina, Ná Ozzetti concedeu ao jornalista Ranulfo Pedreiro uma entrevista por e-mail.

E revelou: o grupo Rumo está gravando um disco de músicas inéditas.

 

Circulasons :: 1ª Edição :: 20 Setembro 2018 :: Ft © Rei Santos

 

RANULFO PEDREIRO – Seu canto é bastante próprio, revelando o sentido de cada canção, valorizando a melodia e os sentimentos com equilíbrio. Como desenvolver essa personalidade musical? Como aliar técnica e emoção?

NÁ OZZETTI – Considero a técnica fundamental para justamente termos em mãos as ferramentas que nos possibilitem “voar”. Quanto maior o domínio técnico, maior a liberdade para se expressar, seguir a intuição… desde que você não fique apenas condicionado a ela, obviamente.

 

 

As canções de Zé Miguel Wisnik parecem feitas para você. Por que essa parceria, tão duradoura, demorou tanto para ganhar um disco próprio?

NÁ OZZETTI – Quando nos conhecemos, há uns 30 anos, chegamos a fazer um show juntos com as canções do Zé Miguel, mas na época não tínhamos o projeto de gravar. Depois, cada um seguiu com seus próprios trabalhos. Recentemente nos encontramos e tivemos vontade de criar um novo show. O músico da banda, mais especificamente Márcio Arantes, foi quem teve a iniciativa de produzir um disco e nos convenceu. Foi um trabalho incrível em trio ( Zé Miguel, Márcio Arantes e eu), com muita interação dos músicos da banda.

 

Seus shows costumam ser disputados em Londrina… Como é sua relação com a cidade? Como será o show de Ná e Zé?

NÁ OZZETTI – Tenho uma relação amorosa com o público de Londrina, que sempre me recebe muito bem! Faz tempo que não me apresento na cidade, minha expectativa é grande. Com Zé Miguel, faremos a versão piano e voz, que gosto muito também. As canções do Zé nos levam para lugares inusitados, são lindíssimas, e serão apresentadas em suas essências.

 

 

O cenário da música não comercial brasileira precisa de mais visibilidade? Como você vê iniciativas como o circulasons?

NÁ OZZETTI – Iniciativas como o circulasons são da maior importância! Há uma produção musical muito rica, englobando diferentes gerações, que pouca gente conhece, infelizmente. Todos ganham com iniciativas como estas, a cidade, as pessoas, os artistas, o país.

 

 

Gostaria de falar dos projetos futuros. Quando você entrará novamente em estúdio? O que vem por aí?

NÁ OZZETTI – Neste ano, além de uma certa variedade de shows que tenho apresentado, com parceiros musicais, estou envolvida na gravação de um disco novo de canções inéditas do grupo Rumo. Por essa ninguém esperava, muito menos nós os integrantes. Mais uma iniciativa do Márcio Arantes, que está produzindo.

 

 

 

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