GisBranco: um duo com a liberdade dos pássaros

Claudia Castelo Branco e Bianca Gismonti começaram a tocar juntas na época da faculdade.

Formaram o Duo GisBranco, cuja carreira conquistou a maleabilidade de transitar entre a canção e a música instrumental, o improviso e os arranjos cuidadosamente elaborados.

Não pense em uma apresentação sisuda e formal.

O Duo consegue a leveza da espontaneidade, dos encontros prazerosos, capazes de conciliar boa música e diversão.

Deixe o Duo GisBranco guiar seus ouvidos. Você entrará por caminhos surpreendentes.

Em entrevista por e-mail, Claudia Castelo Branco nos conta um pouco das origens do GisBranco e seu processo criativo. No dia 20 de dezembro, o duo abre para Egberto Gismonti, encerrando a programação 2018 do projeto #circulasons em Londrina. 

 

 

Como e quando vocês decidiram formar um duo de pianos?

CLAUDIA CASTELO BRANCO – Tocávamos juntas na faculdade, fazíamos arranjos para algumas disciplinas e nos divertíamos com isso. Dois anos depois, alguns professores começaram a nos estimular a tocar profissionalmente, e foi aí que demos a largada.

 

Gostaria de falar um pouco dos arranjos e das composições, pois dois pianos são capazes de produzir muito som, e vocês mantêm o controle com espaços para respiro, a música fica bastante livre. Como é esse processo de arranjar e compor para a formação?

CLAUDIA CASTELO BRANCO – Esse processo é uma investigação constante e já passou por diversos estágios diferentes. No início escrevíamos partituras, pedimos inclusive para alguns pianistas escreverem arranjos para o duo (Leandro Braga, André Mehmari). Depois começamos a buscar uma naturalidade que viesse da escuta e partimos para a construção de arranjos totalmente física, sem intervenção da escrita. E permanecemos nesse caminho de pesquisar sempre formas novas de nos relacionarmos com os instrumentos, baseadas nas próprias relações humanas e crenças espirituais que se fundem ao fazer artístico.

 

Vocês foram da música instrumental para a canção. Como foi essa transição?

CLAUDIA CASTELO BRANCO – Foi uma lenta transição, já que no nosso segundo disco gravamos duas canções. O terceiro disco (Pássaros) foi um projeto especial, que não necessariamente aponta uma única direção, mas apenas acolhe um momento que vivemos de grande dedicação aos poemas e ao aprendizado de fundir poesia e música. Nosso próximo disco será totalmente instrumental, com Jaques Morelenbaum, e será lançado no início de 2019.

 

O que faz com que uma música entre para o repertório do Duo GisBranco? O que atrai vocês para uma composição?

CLAUDIA CASTELO BRANCO – Sempre escolhemos o repertório a partir de gosto pessoal mesmo, algo muito subjetivo.

 

Como será o show em Londrina? Há alguma surpresa no repertório?

CLAUDIA CASTELO BRANCO – O show de Londrina será um apanhado instrumental de nossos 13 anos de carreira, incluindo repertório de todos os CDs, inclusive do próximo, que será todo dedicado a Egberto Gismonti e Villa-Lobos.

 

 

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#circulasons

Show Egberto Gismonti + Duo GisBranco

20/dez | 20hs | Teatro Ouro Verde/UEL | Londrina

Ingressos: Ciranda, Brasiliano, Sonkey, Teatro Ouro Verde e Sympla (https://bit.ly/2TCbRFm).

Curadoria, produção e realização: Janete El Haouli | TOCA: arte ação criação.

 

 

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